Sítio Roberto Burle Marx na Internet

on 15/10/2008

Antiga residência do renomado paisagista Roberto Burle Marx reúne, em 350 mil metros quadrados de área, milhares de espécies vegetais, desde a exótica e rara palmeira-laca da Malásia até o brasileiríssimo pau-ferro, formando vários matizes de verde, alternando-se com o colorido das flores. No sítio ainda podem ser visitados a capela beneditina de 1610, a primitiva sede da fazenda, o antigo e o novo ateliê com exposição de pinturas, móveis, cristais e esculturas que pertenceram ao paisagista.

Endereço: Estrada Roberto Burle Marx (antiga Estrada de Guaratiba), nº 2.019 - Barra de Guaratiba.
Horário: Visitas guiadas às 9h30 ou 13h30, mediante marcação pelo telefone: 2410-1412 ramal: 226
Email: sitioburlemarx@sitioburlemarx.com.br
Fonte: Rio Tur



Recentemente estive no Sítio Roberto Burle Marx com os alunos da Faculdade de Filosofia de Campos. Clique aqui para você saber mais informções do sítio.

A epidemia da dengue

on 10/10/2008

O aparecimento de uma nova onda de dengue está se espelhando rapidamente e levando os brasileiros a uma preocupação permanente devido à falta de informação para eliminar a possibilidade de se ter um criadouro em casa e a gravidade dos casos da doença que está fazendo vítimas fatais. É neste sentido que os paisagistas devem contribuir para resolver este problema que vem preocupando a todos.

O mosquito Aedes aegypti tem hábitos diurnos, gosta de sombra, água parada e esta ficando cada vez mais resistente e difícil de ser combatido por inseticidas comuns. A passagem do fumacê pelas ruas diminui em termos a infestação, pois seu poder é limitado, funcionando apenas nos mosquitos adultos e estima-se que mais da metade dos mosquitos já estão resistentes aos produtos químicos. Alguns insetos, aranhas e libélulas são alguns predadores naturais do Aedes aegypti, mas todos são difíceis de serem criados em laboratórios.

As fêmeas do mosquito são responsáveis pela propagação do vírus da dengue, que durante seu ciclo de vida que é de trinta dias, fazem em média três desovas, produzindo cerca de 500 ovos, depositados na parede do recipiente de água parada e aguardam que o nível da água suba para eclodirem.
Todos que gostam de plantas, cultivam jardins domésticos, seja de forma profissional ou amadora, devem zelar para que o jardim permaneça livre do mosquito. Em especial os jardineiros e paisagistas têm importante papel neste cenário. Jardins mal cuidados ou abandonados são focos de procriação e tonando-se verdadeiros criadouros para os temidos mosquitos. Este deve ser um trabalho contínuo, diário, de vigília e manutenção.

Depois de entender como funciona o ciclo de vida do mosquito é necessário tomar algumas medidas de prevenção à proliferação da dengue. Segue algumas instruções que devem fazer parte do nosso dia-a-dia.
Verifique os lugares indicados e marque com um (X) aqueles que foram vistoriados e estão corretos.

1 - ÁREA INTERNA (SALA, COZINHA, QUARTOS E BANHEIROS)

( ) Pratos de plantas - Escorra a água, lave com esponja e coloque areia grossa até a borda do pratinho.
DICA - Os pratos são úteis apenas quando ficaremos longos períodos sem regar as plantas, como em viagens. Mesmo assim se você preferir os pratinhos mantenha o pratinho cheio de areia (até a borda) e não esqueça de repor sempre que necessário ou acrescente borra de café pura ou a mistura feita com duas colheres de borra de café para meio-copo de água.

( ) Trilhos de Box dos banheiros - Escove pelo menos uma vez por semana.

( ) Vasos sanitários - Deixe a tampa sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga uma vez por semana.

( ) Bandeja externa da geladeira - Retire sempre a água. Lave a bandeja com água e sabão.

( ) Tampinhas de garrafas, latinhas, embalagens plásticas e de vidro, copos descartáveis ou qualquer outro objeto que possa acumular água – Recolher estes objetos, coloque em saco plástico, feche bem e entreguar para reciclagem.

( ) Vasos com flores - Evite manter arranjos florais em vasos com água dentro de casa.
DICA: Ao criar arranjos florais, dê preferência à espuma floral. A espuma mantém o arranjo bonito por mais tempo. O importante é mantenha a espuma floral úmida, jamais encharcada.

2 - ÁREA EXTERNA (VARANDA, QUINTAL, JARDIM E GARAGEM)

( ) Calhas - Verifique se não estão entupidas. Remova folhas ou outros materiais que possam impedir o escoamento da água.

( ) Garrafas e Vasos- Guarde-os virados de boca para baixo e em local coberto.

( ) Ralos - Coloque água sanitária 03 vezes por semana e tampe-os

( ) Caixa d'água - Limpe a caixa d'água a cada 06 meses e verifique se está bem tampada.

( ) Vasilhas de água para animais - Lave com esponja e sabão em água corrente, pelo menos uma vez por semana. Troque a água todos os dias.
DICA - Mantenha os bebedouros dos animais sempre limpos e troque a água diariamente, passarinhos e animais domésticos agradecem por ter água fresquinha e você acaba com as larvas e ovos dos mosquitos.
Piscinas devem ser tratadas o ano todo, independente se você utilizá-la ou não. Muitos bairros ricos, com piscinas grandes e luxuosas, abandonadas pelos seus proprietários a maior parte do ano, tornam-se focos de milhares de mosquitos de diversas espécies.

( ) Materiais de construção (louças sanitárias, telhas, lonas plásticas, etc.) - Guarde-os secos e em local coberto.

( ) Espelhos d'água decorativos, Lagos e Fontes - Limpe sempre as bordas com uma escova e coloque água sanitária pelo menos uma vez por semana.
DICA: Se criar peixes que se alimentem de larvas de mosquitos, como platis, molinésias, espadas ou betas, não é necessário utilizar água sanitária. Se os peixes morrerem, descobra o porquê e reponha-os o mais depressa possível.

( ) Pneus - Guarde-os secos e em local coberto, ou encaminhe os pneus de carro / caminhonete para reciclagem.

( ) Piscinas - Limpe uma vez por semana, tratando a água com cloro. Se não for usá-la, cubra com uma lona bem esticada de modo que a lona não acumule água.

( ) Bromélias ou plantas que possam acumular água
DICA 1- A mistura de borra de café é a solução ideal para as bromélias e outras plantas que precisam acumular água. Jamais deixe suas bromélias secas com medo da dengue, elas vão enfraquecer e morrer.
Outra opção é tratar com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas ou utilize a mistura de café a mantenha os mosquitos afastados.

DICA 2: Cultive plantas repelentes e utilize seus produtos nas outras plantas do jardim, como citronela, neen, arruda, angico, gerânio, malva rosa, mastruz, artemisia, crisântemo, cravo de defunto. Caldas feitas com as folhas e flores dessas plantas e aplicadas com puverizador sobre as outras espécies podem funcionar como excelente repelente contra mosquitos e outras pragas de jardim.

* Mantenha o jardim limpo e lixeiras fechadas. Lixo e entulho atraem pragas, mosquitos e acabam com o visual de qualquer jardim.


Se você marcou um X em todos os possíveis criadouros, PARABÉNS!!! Se faltou marcar algum item, não perca tempo, corra e mãos à obra. Aproveite e repasse estas dicas para os vizinhos e amigos e parentes. Faça cidadania, faça a sua parte!

A origem da árvore de natal

Está chegando a hora de decorar sua árvore!!! Você nunca se perguntou porque você faz isso todos os anos? De onde vem este costume?

Afinal, em quase todos os países, associam a celebração do Natal com a árvore enfeitada com bolas, fitas e enfeites natalinos. Em conjunto com outros adornos, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Existem diversas versões sobre a origem da árvore de natal. Entre as várias versões a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem e a mais aceita começou em 1530 e atribui a novidade a Martinho Lutero.

Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Olhando para o céu através da copa das árvores e ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Entusiasmado, lá chegando, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta. Utilizou além das estrelas, papéis coloridos algodão e outros enfeites. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal.

No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois além de decorar, representam um símbolo de alegria, paz e esperança.

As coníferas são as mais utilizadas como árvores de natal. São amplamente cultivadas em vasos, no paisagismo em jardins e parques. Dente as mais utilizadas está a espécie Araucaria excelsa, popularmente conhecida como pinheiro-de-natal.

Paisagismo Antiviolência


O aumento da violência nas cidades vêem preocupando muito a todos e este fenômeno coincide com a procura por equipamentos de vigilância cada vez mais sofisticados. Quando o assunto é segurança, não se pensa que o paisagismo pode auxiliar na proteção do imóvel, pois além de decorativa o paisagismo possui outras função. Outra confusão bastante comum é associar segurança com privacidade. E esta busca pela privacidade faz com que as pessoas se isolem dentro de casa com muros cada vez mais altos. Este isolamento faz com que os quintais se transformem em locais pouco seguros, onde os ladrões poderão se esconder com maior facilidade. Dependendo da situação um gradil pode ser mais apropriado, pois cria uma transparência. É preciso ponderar e escolher o que é mais adequado para cada situação. A escolha e posicionamento da vegetação na fachada do imóvel deve ser cuidadosamente pensado para não se transformar em uma barreira. Para afastar possíveis invasores é comum a utilização de plantas com espinhos, o que é correto, mas pode ocasionar um resultado contrário quando escolhida a planta errada. Exemplo é a utilização da espécie Euphorbia millii, popularmente conhecida como coroa-de-cristo que quando podada baixa, pode facilitar o acesso, pois se transforma em degrau para assaltantes.

A altura da vegetação na frente do imóvel ou em jardins públicos merece cuidado especial para não se transformar em “esconderijo” para ladrões. e não barrar a visão das pessoas. A mudança nos jardins públicos impulsionada pela violência é um fenômeno bastante atual em muitas cidades. As prefeituras vêem adotando uma política de remoção das moitas e vegetações que geram insegurança aos usuários que ali passam. O objetivo é deixá-las transparente ao olhar, sem obstáculos no caminho.
A iluminação é um fator bastante importante e deve ser considerado nos jardins, pois árvores e arbustos grandes podem além de impedir a iluminação púbica criam locais escuros, que se transformam em esconderijos para estranhos ou bandidos. Para se projetar um jardim é necessário o apoio técnico de um profissional, para conciliar a segurança e a beleza, que é fundamental em um jardim.

Aproveitando os pequenos espaços do apartamento

on 07/10/2008

Quem nunca sonhou em ter um jardim, mas acha difícil porque mora em apartamento?
Não se preocupe, espaço não é problema. A Arquiteta e Paisagista Mariana Sala dá a dica.

1. Verificar se o local escolhido para o jardim terá iluminação suficiente.


2. O cultivo de plantas em vasos é ideal para q
uem mora em apartamento, pela manutenção rápida e pratica. Além disso, essa opção possibilita um numero infinito de composições e arranjos, permitindo liberar a criatividade. É importante passar uma tinta impermeabilizante na parte de dentro dos vasos, independente do material que eles são feitos. Isso impede que a umidade passe para o lado externo do vaso

3. Compre plantas saudáveis, floridas, sem bichinhos, com muitos botões. E escolher as plantas que mais se adaptam ao local.Prefira as mais resistentes para evitar problemas com adaptação. Algumas precisam estar expostas ao sol, outras nã
o, um exemplo é a Ixora, não tem perfume, mas é muito bonita e se adapta bem tanto em locais com sol quanto com sombra, além de ser resistente ao vento. Ela dá flores o ano todo, principalmente na primavera e no verão. Outras opções são: a petúnia (Petúnia axillaris), planta que gosta de sol e costuma ser pendurada nas varandas, e a gardênia (Gardênia jasminoides).

4 .Outra dica muito importante é o tamanho do vaso, que deve ser compatível com o da planta, para favorecer o crescimento da mesma.


5. Na hora de plantar, coloque no fundo do vaso
um pouco de argila expandida, para facilitar o escoamento da água. Depois coloque uma camada de terra preta e em seguida insira a planta com cuidado para não danificar as raízes. Complete o vaso com uma camada de terra, mas não até a borda (deixe uma margem de dois centímetros). À medida que vai desejando a terra, vá assentando-a com a palma da mão suavemente.

6. E não esqueça: as plantas devem ser regadas a cada dois dias, mas use pouca água. Em cada vaso grande, coloque apenas dois copos de
água. Já nos menores, um copinho é suficiente.

7. Onde bate muito sol, são mais indicadas as flores:
- Ixora (Ixora coccinea) ou Mini Ixora (Ixora coccinea var. compacta), - Buxinho (Buxus sempervirens L.), - Azálea (Rhododendron simsii P.), - Onze horas (Portulaca grandiflora H.), - Gerânio (Pelargonium peltatum L.),
8. Para varandas sem muito sol, se desenvolvem melhor as plantas de meia sombra, como: - Violeta africana, (Saintpaulia ionantha W.), - Antúrio (Anthurium andraenum L.), - Lírio da paz (Spathiphyllum wallisi), - Scheflera (Schefflera arboricola), - Begônia (diversas).



Onde encontrar: Espaço Paisarte
R. Marechal Rondon 42 Pelinca
Campos – RJ
22 - 27340883

Como cuidar de seu jardim no período do Inverno

Com o inicio da estação do frio no dia 20 de julho, muitas espécies vegetais entram em dormência e perdem boa parte de suas folhas, o que oferece uma ótima oportunidade para verificar as suas condições.
O inverno da nossa região é muito mais agradável do que a paisagem de árvores com galhos secos e desfolhados e sem flores. Devido o clima ameno, nossos jardins podem resistir aos efeitos das baixas temperaturas. Com alguns cuidados as plantas dos jardins e dos vasos podem resistir bem aos efeitos do frio, chegando bonitas e saudaveis na primavera.
Além disso, muitas espécies enfeitam nosso inverno, pois florescem nesta época. O cultivo de floríferas garante colorido e vida nos canteiros, alegrando os dias frios. É interessante alternar com plantas que florescem em outras estações, pois assim você estará garantido que seu jardim estará sempre alegre e colorido.
Um dos principais cuidados que se deve observar é a quantidade de regas, visto que as baixas temperaturas reduzem a necessidade de água. O excesso de umidade pode causar apodrecimento das raízes e a proliferação de fungos e insetos. Nas flores em jardim, o ideal é molhar duas vezes por semana e as plantas de interior também devem ter suas regas reduzidas.
Árvores, arbustos e cercas-vivas podem ser podadas, desde que não estejam florindo, elimine apenas os ramos que apresentarem algum problema sério. Nada de podar plantas que irão florir no inverno ou início da primavera, pois sua floração pode ser prejudicada. O certo é fazer apenas uma poda de limpeza, retirando folhas amareladas e galhos secos para favorecer a penetração dos raios solares entre os galhos da planta. Essa poda de limpeza é especialmente indicada para as cercas vivas.
O período também é bom para fazer o transplante de trepadeiras, arbustos e árvores que estiverem em seu período de dormência. No final da estação, é aconselhável fazer uma adubação quimica, para suprir todas as necessidades das espécies que estão saindo do período de dormência e estão se preparando para a chegada da primavera. Esses adubos possuem doses concentradas de nutrientes como NPK (Nitrogenio, Fósforo, Potássio), sendo assim, devem ser utilizados com muito cuidado, pois se aplicados em exagero podem prejudicar as plantas.
Em relação ao gramado, muita gente fica preocupada durante o inverno e exagera nos cuidados. Nos meses frios, a grama merece realmente alguns cuidados como: limpeza, aeração e cobertura, mas sem dramas! Começar a limpeza com a retirada das ervas daninhas, depois a grama pode ser aparada. Retire os restos do corte com um ancinho ou uma vassoura de arame. Não é preciso adicionar adubo à terra pois nesta época a grama está em estado de repouso e a adubação não será bem aproveitada. Caso o gramado apresente falhas, aproveite para corrigi-las antes da cobertura, completando as áreas com pedaços de placas de grama da mesma espécie. Após a cobertura, regue o gramado para ajudar a incorporar a terra.
Com pequenos cuidados, as flores podem resistir ao frio e florescer ainda mais belas. E as folhagens também são muito ornamentais e continua bonita mesmo depois que as flores acabam. Observe algumas espécies de plantas que estão em plena floração durante o inverno:

Azaléia (Rhododendron indicum)
Características: As azaléias são arbustos de folhagem verde-escura e floração abundante. Suas flores simples ou dobradas podem ter cores diferentes, como branco, rosa, vermelho ou mescladas. Há muitas variedades com portes diferentes, umas menores ideais para plantio em vasos e para formação de maciços e outras maiores capazes de formar cercas vivas.

Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)
Características: Muito cultivada em vasos para a decoração de natal, principalmente a de coloração vermelha. Ela ainda presta-se como arbusto isolado no jardim ou em conjunto. Tolerante à poda, ela ainda fica com o aspecto mais denso se submetida periodicamente a este manejo.


Copo de Leite (Zantedeschia aethiopica)
Características: Excelente como flor-corte. Sua folhagem é verde brilhante e muito ornamental. As flores são firmes e duráveis, grandes e de coloração branca. O cruzamento com outras espécies têm obtido copos-de-leite de outras cores além da branca, como o amarelo, o vermelho, o rosa, o laranja e o roxo. Deve ser cultivado em grupos para melhor valorização de seu efeito paisagístico, principalmente em locais úmidos, como margens de lagos e espelhos d'água. O plantio em vasos também é bastante adequado.


Ipê rosa (Tabebuia pentaphylla)
Características: É o primeiro dos Ipês a florir no ano, inicia a floração em Junho, mas ainda pode ser encontrado com flores até Setembro. Esta espécie se confunde bastante com outras também de flor roxa, como a ipê roxo, porém trata-se de uma espécie exótica, proveniente da Argentina. São muito utilizadas no paisagismo urbano, por sua beleza e desenvolvimento rápido.

Ipê amarelo do cerrado (Tabebuia chrysotricha)
Características: É uma árvor
e nativa largamente utilizada em paisagismo. Sua diferença com o Ipê amarelo da mata é que ela é mais baixa, e muitas vezes apresenta tronco e ramos tortuosos.



Jasmim-manga (Plumeria sp.)
Características: É uma árvore encantadora, seu aspecto exótico e suas flores perfumadas envolvem a todos. Seus caule e ramos são bastante robustos e apresentam uma seiva leitosa e tóxica se ingerida. As folhas são grandes, largas e brilhantes e caem no outono-inverno. A floração inicia-se no fim do inverno e permanece pela primavera, com a sucessiva formação de flores de diversas cores e nuances entre o branco, o amarelo, o rosa, o salmão e o vinho. Está disponível no mercado uma forma variegada da planta.

Kalanchoe (Kalanchoe blossfeldiana)
Características: Planta suculenta, de folhas com margens rendadas. Com um significado especial, considerada a flor-da-fortuna e da felicidade é muito presenteada entre amigos e parentes. Suas flores podem ser simples ou dobradas de muitas cores diferentes, com grande durabilidade. As variedades de flores dobradas são chamadas de Calandivas ou Kalandivas. Plantadas em vasos têm sua beleza exaltada, porém podem ser plantadas no jardim formando maciços e bordaduras, acrescentando um colorido original. Apesar de perene, deve ser tratada como anual por perder a beleza, salvo em algumas variedades.

Orquídea Cymbídio (Cymbidium híbrido) Características: Uma das poucas orquídeas terrestres. É uma orquídea muito popular no Brasil pois devido à sua rusticidade e beleza, é largamente comercializada em vasos. Suas folhas são longas e os pseudobulbos são ovóides. As raízes são grossas e delicadas, quebrando-se ao serem manuseadas sem cuidado. Os híbridos comerciais apresentam flores de diversas cores, entre o amarelo, o rosa, o vinho, o branco, etc e combinações, sendo que muitas vezes o labelo apresenta cores mais vibrantes e diferentes. São cultivados em vasos com substratos preparados, com areia e terra vegetal, bem drenados, em locais protegidos, como estufas e orquidários telados, irrigados regularmente.


Aquecimento Global: Um problema de todos.

Acompanhamos todos os dias na televisão, nos jornais e revistas às catástrofes climáticas e as mudanças que estão rapidamente ocorrendo no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos tão devastadores como têm ocorrido nos últimos anos.

O fenômeno que atualmente afeta a todos nós e pelo qual todos somos responsáveis diretos e indiretamente, é o aquecimento global. Este refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que se tem verificado nas ultimas décadas e a possibilidade da sua acentuação durante as próximas décadas.

Dentre as conseqüências do aquecimento global estão o aumento de furacões, tufões e ciclones. Ondas de calor (que provocaram até mesmo a mortes de idosos e crianças), aumento da desertificação (provocando a morte de várias espécies animais e vegetais, acarretando o desequilíbrio de vários ecossistemas). O aumento do nível da águas dos oceanos acarreta o aumento da temperatura no mundo, conseqüentemente o derretimento das calotas polares, pode ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas.

Embora exista o debate entre cientistas a respeito das reais causas deste aquecimento, muitos climatólogos e meteorologistas recentemente afirmaram publicamente, que o aquecimento observado se deve ao aumento da concentração de poluentes antropogênicos (provocados pelo homem) na atmosfera, que causa o agravamento do efeito estufa.

A humanidade atualmente tem recursos tecnológicos para resolver esta situação, mas terá vontade política? Existe um debate político e público para se decidir que ação se deve tomar para reduzir ou reverter aquecimento futuro, ou para adaptar às suas conseqüências esperadas. A maioria dos governos nacionais assinou e ratificou o Protocolo de Quioto, um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005, com objetivo de buscar a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

A nossa responsabilidade está na energia que consumimos em nossos escritórios, casas, meios de transporte. É também nossa responsabilidade os resíduos que produzimos, bem como as escolhas que fazemos sobre produtos e serviços que emitem gases de efeito estufa na atmosfera.

Nosso país é vítima e vilão desta situação. Ao mesmo tempo em que dá alguns bons exemplos usando fontes energéticas renováveis como as hidrelétricas, álcool e biodiesel, carece de investimentos na geração eólica e solar. O desmatamento da Amazônia libera carbono no ar e fica em quarto lugar no ranking dos países que mais emitem gases de efeito estufa.

No Brasil, o aquecimento global ainda é visto mais como uma oportunidade de negócios do que como um risco real e presente às comunidades pobres mais vulneráveis no campo, nas áreas urbanas, na Caatinga e no interior da Amazônia. O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, instrumento previsto pelo Protocolo de Kyoto, é importante para incentivar projetos ambientais que retirem gases como o CO2 e o metano da atmosfera, mas é insuficiente, por si só, para reverter o problema.

É Justamente neste ponto que todos nós podemos que ajudar. Algumas medidas que podemos adotar agora, para amenizar os impactos negativos deste fenômeno, são mudanças bem simples e que fazem à diferença.


Substitua uma lâmpada comum por outra fluorescente. Poupará até 68 Kg de dióxido de carbono por ano.
Dirija menos, ande, use bicicleta, use o transporte público. É possível poupar 0,8 Kg de dióxido de carbono para cada quilometro.

Recicle mais.
Use menos água quente.
Evite produtos com muita embalagem.
Plante uma árvore.
Plante outra árvore.
Revise seus pneus.
Desligue os aparelhos eletrônicos, quando não estiver usando.

Temos pouco tempo e muito a fazer. Apenas com a conscientização de todos, governos, indústrias, conseguiremos vencer o que já se caracteriza como o maior desafio de nossa era.